Por Matheus Colen
A terceira edição do Chá de Cuca chega com uma semana de atraso em virtude de alguns contratempos pessoais do editor. Apesar da crescente falta de tempo, não podemos deixar de lado nossas opiniões e impressões sobre o mundo. Essa edição traz dois textos da nova autora do blog Labiar, Thalita Lucateli. Refletir sobre assuntos cotidianos é uma prática que resulta muitas vezes em belos textos. Um conto e uma crônica escritas por mim há algum tempo atrás sustentam um importante ponto em comum: O que podemos aprender com desconhecidos?
Ainda no campo da arte, novas descobertas musicais agraciaram meus ouvidos no último mês. Compartilhei meu apreço pelo som do duo britânico She Wants Revenge e também fiz a minha primeira indicação no campo da música eletrônica: Kaya Project. E já que estamos falando de música, o blog Pupilando relacionou os dez videoclipes mais importantes da história. Essa preciosa lista elaborada por Arlindo Machado tem como base a importância do clipe para a linguagem audiovisual. Porém, sabemos que o videoclipe muitas vezes é usado como vitrine de um trabalho originalmente musical. E a funçao principal dessa vitrine é divulgar a música do artista em um outro meio de comunicação: a TV. Portanto, fica difícil identificar na lista de Arlindo a fronteira existente entre a ‘arte pela arte’ e a ‘arte pelo espetáculo’, a serviço do consumo.
Segundo Guy Debord, o espetáculo é o principal instrumento de controle e manutenção do poder nas sociedades modernas. Um vídeo sobre TV faz uma crítica à essa mídia e ilustra bem como as características do espetáculo estão a serviço dos donos do poder. É aquela velha história da concentração: muito na mão de poucos. Alienação, manipulação, espetáculo! O blog Olho Vermelho destaca uma declaração de Romeu Tuma Jr no caso da prisão do maior contrabandista chinês no Brasil: ‘Não é crime ser amigo de bandido’. Diga-me com quem andas e lhe direi quem és! Em meio a guerra pelo poder e pelo acúmulo de bens capitais, o único que sempre sai perdendo é o nosso planeta. É preciso criar uma consciência ambiental bastante sólida nas próximas gerações se a humanidade quiser continuar a expandir seu potencial racional nesse mundo. A economia de materiais deveria ser vídeo obrigatório em todas as escolas!
Abandonando a linha crítica e entrando no campo da paixão, o blog Cabeçola retrata uma possível melhora no desempenho de São Paulo e Palmeiras nesse final de semestre. Já o blog Salão Connect traz algumas sugestões bastante interessantes de cortes de cabelo para homens, além de indicar mais um profissional do meio.
Boa degustação!









Seb gravou seu primeiro trabalho em 1995. Dois anos depois ele assinou seu primeiro contrato com um selo de música eletrônica e integrou dois grandes projetos: Shakta (o álbum Feed The Flame é ótimo!) e Digitalis, ambos de Psytrance. A partir daí, Seb tocou em festas ao redor do mundo e conheceu diversas sonoridades diferentes. Cada país lhe oferecia uma gama única de sons e ritmos. Em Israel, Taylor se juntou com o produtor Momi Ochion, formando o projeto ‘Angels Tears’ (Downtempo – Chill Out). Ao lado de Momi, Seb começou a gravar diversos artistas do Oriente Médio e misturou essas influências à sonoridade eletrônica de uma maneira bastante interessante. A dupla teve faixas selecionadas para uma importante coletânea de Lounge chamada ‘Budda Bar’. e também marcou presença na trilha sonora do seriado ‘Sex and The City’, da HBO.
Durante uma turnê no México, Seb Taylor gravou vocais de Irina Mikhailova, fornecendo material para a primeira faixa do Kaya Project. Natasha acompanha o trabalho de Seb como vocalista, arranjadora e dj. O primeiro álbum do Kaya Project se chama ‘Walking Trough’ e mistura esses diversos elementos musicais étnicos com música eletrônica num estilo mais lento, próximo do Lounge. Vale muito a pena conhecer esse trabalho e perder o preconceito de que música eletrônica é feita somente pra molecada pular nas pistas!


