Editorial

4 de junho de 2010

Por Matheus Colen

A terceira edição do Chá de Cuca chega com uma semana de atraso em virtude de alguns contratempos pessoais do editor. Apesar da crescente falta de tempo, não podemos deixar de lado nossas opiniões e impressões sobre o mundo. Essa edição traz dois textos da nova autora do blog Labiar, Thalita Lucateli. Refletir sobre assuntos cotidianos é uma prática que resulta muitas vezes em belos textos. Um conto e uma crônica escritas por mim há algum tempo atrás sustentam um importante ponto em comum: O que podemos aprender com desconhecidos?

Ainda no campo da arte, novas descobertas musicais agraciaram meus ouvidos no último mês. Compartilhei meu apreço pelo som do duo britânico She Wants Revenge e também fiz a minha primeira indicação no campo da música eletrônica: Kaya Project. E já que estamos falando de música, o blog Pupilando relacionou os dez videoclipes mais importantes da história. Essa preciosa lista elaborada por Arlindo Machado tem como base a importância do clipe para a linguagem audiovisual. Porém, sabemos que o videoclipe muitas vezes é usado como vitrine de um trabalho originalmente musical. E a funçao principal dessa vitrine é divulgar a música do artista em um outro meio de comunicação: a TV. Portanto, fica difícil identificar na lista de Arlindo a fronteira existente entre a ‘arte pela arte’ e a ‘arte pelo espetáculo’, a serviço do consumo.

Segundo Guy Debord, o espetáculo é o principal instrumento de controle e manutenção do poder nas sociedades modernas. Um vídeo sobre TV faz uma crítica à essa mídia e ilustra bem como as características do espetáculo estão a serviço dos donos do poder. É aquela velha história da concentração: muito na mão de poucos. Alienação, manipulação, espetáculo! O blog Olho Vermelho destaca uma declaração de Romeu Tuma Jr no caso da prisão do maior contrabandista chinês no Brasil: ‘Não é crime ser amigo de bandido’. Diga-me com quem andas e lhe direi quem és! Em meio a guerra pelo poder e pelo acúmulo de bens capitais, o único que sempre sai perdendo é o nosso planeta. É preciso criar uma consciência ambiental bastante sólida nas próximas gerações se a humanidade quiser continuar a expandir seu potencial racional nesse mundo. A economia de materiais deveria ser vídeo obrigatório em todas as escolas!

Abandonando a linha crítica e entrando no campo da paixão, o blog Cabeçola retrata uma possível melhora no desempenho de São Paulo e Palmeiras nesse final de semestre. Já o blog Salão Connect traz algumas sugestões bastante interessantes de cortes de cabelo para homens, além de indicar mais um profissional do meio.

Boa degustação!

Baseado em uma tarde de sábado

4 de junho de 2010

Postado em 18.05.2010
Blog: Labiar – A arte de seduzir pensamentos
Categoria: Matheus Colen

Por Matheus Colen

Da onde estou, possuo uma visão privilegiada. Me encontro sentado numa mureta que faz frente ao maior vão livre da América Latina. Coisas de cidade grande. Dentro desse vão, encontram-se da esquerda para a direita: um cachorro brincando com uma bolinha, um mendigo dormindo no chão de paralelepípedo, um hippie com seu mostruário de manufaturas, um outro cachorro com coleira, um menino de rua com uma caixa de engraxate nas costas e um roqueiro de calça jeans e jaqueta de couro, apesar dos 28 graus de temperatura.

Dentro de minha visão panorâmica posso visualizar os pequenos extremos da sociedade, dividindo o mesmo local. No início achei aquilo meio estranho e me arrependi de não ter uma câmera fotográfica para registrar o momento. Confesso que pensei que o engraxate iria arrumar alguma confusão com o cara da jaqueta preta. O hippie parecia vagar a procura de clientes como um bêbado que anda sem destino no meio de uma rua qualquer.

Apesar de extremos, todos eles possuem alguma coisa em comum. Estão vivos! Só por esse fato a fotografia já seria muito interessante. Sem qualquer motivo aparente, o hippie, o garoto de rua e roqueiro da jaqueta preta se reúnem numa roda. Se o mendigo não estivesse dormindo com certeza se juntaria ao grupo. Agora eles possuem outra coisa em comum. Compartilham o mesmo baseado.

Que coisa interessante. Agora fico mais triste ainda por não ter uma máquina fotográfica. Um hippie que vaga pelas cidades vendendo artesanato sem grandes pretensões fuma com um garoto de rua, que não tem para onde ir mesmo, e com um roqueiro que certamente manda importar o melhor do heavy metal na galeria do rock.

Coitado do mendigo, perdeu a chance de participar de um momento único. Os três conversam como se fossem amigos de longa data. Gesticulam, dão risada, vigiam as redondezas, jogam bolinha para os cachorros e me olham com certa censura sem nunca deixar a ponta apagar.

Três pessoas que nunca se viram antes, e não tinham qualquer motivo para travar uma conversa daquelas, se reúnem subitamente para praticar um ritual juntos. Essa é a grande poesia que existe numa metrópole. Achar interesses iguais em pessoas tão diferentes. Naquela hora não existia o menino de rua, nem o roqueiro, muito menos o hippie. Eram apenas três pessoas com interesses em comum partilhando a mesma tarde de sábado.

E eu sem uma máquina fotográfica!

O que a gente leva da vida e a vida que a gente leva

4 de junho de 2010

Postado em 15.05.2010
Blog: Labiar – A arte de seduzir pensamentos
Categoria: Thalita Lucateli

Por Thalita Lucateli

Às vezes eu acredito que a gente pode, sim, construir um caminho próprio na vida. Que se disser “Um dia eu vou jogar no São Paulo”, “Serei uma grande arquiteta” ou “Vou pra Nova Zelândia virar hare krishna” e batalhar, com um pouco de sorte chegaremos ao Morumbi, projetaremos casas incríveis ou nos veremos carecas, de laranja do outro lado do mundo; hare hare. Outras vezes, não. Acordo mais conformista, achando que somos fruto do nosso meio, da nossa família, da nossa escola. Que quem nasce pra hare krishna nunca chega a Rogério Ceni e vice-versa.

Outro dia fui ver um filme que me fez sair da casa de um amigo com um sorriso de orelha a orelha e profundamente convencida da primeira hipótese. Trata-se de “Vinícius”, um documentário sobre o “diplomata e poeta Vinícius de Morais, o branco mais preto do Brasil”, nas palavras dele mesmo.

Vinícius começou a vida escrevendo poemas profundamente sofridos, dilacerado entre os desejos da carne e as aspirações mais elevadas do espírito. (Ou seja, entre as belas moças do Rio de Janeiro e a culpa da educação católica.) Terminou a vida se casando de bata branca, margaridas na cabeça, na praia de Itapuã, pra lá de hippie. É ou não é um percurso interessante.

A maioria das pessoas, com o passar dos anos, vai se fechando para a vida. Vai se rendendo às pequenas fraquezas e vergonhas e, quando vê, já está de cabelos brancos e chinelos, assistindo Faustão num domingo ensolarado.

Vinícius fez o contrário. Começou a vida careta, fechado, velho, e foi se abrindo. Casou-se nove vezes. Saiu de todos os casamentos por causa de uma nova paixão, levando apenas a escova de dentes e a esperança de que o novo relacionamento fosse infinito, enquanto durasse. Entre um casamento e outro virou estrela da MPB, compôs Garota de Ipanema com Tom Jobim e escreveu alguns dos mais lindos poemas da língua portuguesa.

Era incapaz de administrar seu dinheiro. Às vezes recebia alguma bolada de direitos autorais, enchia os bolsos com chumaços de notas e ia pro bar, pagar bebidas pra todo mundo. Uma noite ficou tão contente numa boate que chegou no caixa e disse: “Quero a conta”. O cara falou: “Qual mesa?”. Ele: “Todas” – e pagou, ali mesmo, a conta de todo mundo.

Amou mais do que pôde, bebeu além da conta, morreu cedo e bem acabado.

Ao terminar de assistir o filme, além de uma enorme admiração, me acompanhou pelas ruas da Paulista uma aflição. Primeiro, achei que era pelo desperdício: por que um cara assim não pôde beber menos, viver mais tempo, nos dando músicas e poesias? Depois percebi que talvez fosse o oposto. Diante dessas pessoas que se jogam de cara na vida, parece medíocre esse nosso ideal atual feito de salada e precaução, esteira e prestações, muito protetor solar, e sol, das 11h às 15h, nem pensar!

Será que não estamos, inutilmente, tentando fazer eterno o que é breve chama, e perdendo a chance de viver o infinito, enquanto dure?

A mais bela poesia

4 de junho de 2010

Postado em 20.05.2010
Blog: Labiar – A arte de seduzir pensamentos
Categoria: Matheus Colen

Por Matheus Colen

Estou sentado num banco laranja do trem de frente para Valéria, que está de pé diante da porta. Mulher de vinte de poucos anos, mas de muitos sonhos na cabeça. Enquanto o metrô balança vagando pelos túneis do subsolo paulistano, Valéria voa alto. Ela pensa nas milhares de coisas que deixou de fazer em sua vida. Mentalmente, a garota faz uma listagem e envergonha-se de si mesma.

Deixou de beijar o garoto mais bonito da escola que, do nada, ficou a fim dela. Ela já permaneceu encostada na parede sustentando um falso sorriso durante toda uma festinha, trocando somente o pé de apoio e parando o ciclo para pegar mais um guaraná ou ir ao banheiro novamente. E para completar, ela não consegue destaque no trabalho pois as palavras lhe abandonam cada vez que pensa em expressar uma idéia. Pobre Valéria, tão introspectiva. Completamente diferente de Pedro, sentado no banco do outro lado. Trajando um terno elegante, Pedro sustenta a mesma máscara perfumada todos os dias.

Suas idéias sempre lhe renderam lugar de destaque no trabalho. As promoções surgiram uma após a outra, e a conta corrente só engordava. As mulheres do escritório viviam elogiando o seu desempenho profissional, aludindo metáforas baratas sobre sexo. Todas o desejavam, poucas o tinham. Pedro já não aguenta mais essa vida. Numa conta muito simples ele chega a conclusão de que trabalha para sustentar algo que não quer de verdade, mas que causa inveja em todos os seus amigos. Ele nem presta atenção no que a nova advogada do escritório fala energicamente. A bela e recém formada morena está tão preocupada em não dar nenhum fora, que nem percebeu que Pedro apenas concorda e agradece o fato do trem se deslocar tão rápido dentro de um túnel e causar tamanho barulho nesse processo.

Ao contrário de Valéria, que nem presta atenção no ruído constante, Pedro agradece. Somente Seu Josué se demonstra incomodado. Ele ainda não se acostumou com o novo aparelho de surdez e se espanta com o fato de uma coisa tão pequena provocar tanta diferença em sua vida. Se ele tivesse um aparelho desses vinte anos atrás, Josué e sua falecida esposa não precisariam trocar bilhetes. Quando pensa no fato de que se ela estivesse viva eles ainda poderiam conversar Josué desabafa para mim:

- Como uma coisa tão pequena pode provocar tanta saudade na gente? – diz o velho se referindo ao aparelho.
- Foi alguma coisa que o senhor ouviu com isso daí que te deu saudade? – respondi dando a continuidade que ele precisava.
- Você sabe qual foi a última coisa que minha mulher me disse antes de morrer?

Os olhos de Valéria deixam de vagar pelas janelas negras e repousam na figura do velho. Pedro tenta prestar atenção na conversa.

- Não faço idéia.
- Nem eu! Mas se eu tivesse um aparelho desses, não teria lido a mais bela poesia que já li em toda a minha vida.

O trem reduz a velocidade, o barulho diminui, Pedro e Valéria ainda estão na espreita e Josué faz uma feliz observação.

- Nem tudo o que a gente conquista na vida é o melhor pra gente.

Eu apenas balanço a cabeça positivamente. O velho levanta e vai para a porta, ficando de frente para Valéria. Antes de ir embora ele fala para mim ostentando grande sorriso:

- Mas se for pra ficar parado, aí também não vale, né?

A porta se abre, Josué acena para mim e deixa o vagão. Em pouco tempo o trem volta a se mover e o ruído retorna progressivamente. O olhar de Valéria volta a vagar pelas janelas negras, dessa vez com ares de reflexão. Pedro pede licença para a moça e muda de banco.

Cabelo para homens: Qual é o seu estilo?

4 de junho de 2010

Postado em 14.05.2010
Blog: Salão Connect
Categoria: Penteados

Por Michele Silva

Homens modernos sabem a importância da imagem e a usam como expressão e forma de comunicação.

E por isso buscam sempre o que é atual na moda de cabelos.
Você é deste tipo de homem?…

O salãoConnect pesquisou para você, alguns looks que estão em alta no outono /inverno 2010 e que tambêm serão referência no ano que vem.Confira!

Os cabelos médios e longos estão com muita força, e ganham muito espaço entre artistas e celebridades.

homem5homem3homem 2

Os curtos também tem seu lugar ao sol!… sempre vão estar em alta e com uso de produtos,como cera e gel. Estes fazem com que o look se transforme rapidamente de um estilo clássico ao moderno

homem6homem4homem8mens-hairs

Jon Santos Academy

4 de junho de 2010

JON SANTOS FIGURA LENDÁRIA DA BELEZA MUNDIAL

jon blog 1

Irreverente e loucamente criativo Jon Pereira Santos ou Jon Santos tinha a beleza em seu DNA. Sobrinho de um dos nomes mais importantes da cena londrina desde os anos 50,
José Alves, que fez história no Vidal Sassoon.

Jon começou sua carreira de cabeleireiro como assitente do seu tio aos 13 anos de idade.
Muito chegado à família Mascolo, Jon foi convidado para integrar ao time nos anos 80 e de lá para cá assinou junto com os Mascolos toda trajetória de sucessos da Toni & Guy e conseqëntemente a TIGI. Sendo responsável por abrir novos mercados na Europa.

Por sua extensa experiência em implantar o estilo Toni&Guy nos mais diversos lugares do mundo em 2006, Jon é convocado para ser titular da primeira academia Toni&Guy/TiGI na América Latina com sede em São Paulo.

Formou mais de 4000 cabeleireiros dos mais diversos países e foi quando começou a traçar as primeiras ações para um vôo solo, até que em 2009 à convite do empresário Nicolas Winegardner, decide criar uma nova linguagem em estilo e cria sua própria Academia.

The International Jon Santos Creative Hairdressing Academy.

Interessados em fazer cursos na Creative Hairdressing Academy,
podem entrar em contato pelo E-Mail atendimento@salaoconnect.com
Para receber toda a programação, datas e valores.

Novelas Globais

4 de junho de 2010
Postado em 24.05.2010
Blog: Labiar – A arte de seduzir pensamentos
Categoria: Thalita Lucateli
Por Thalita Lucateli

Imagine um mundo perfeito. Um lugar onde as pessoas vivessem bem e não precisassem trabalhar. Não estudassem para o vestibular e nem fizessem cursinho e, milagrosamente, conseguissem ingressar na faculdade. A favela fosse lugar seguro. Um lugar onde não houvesse necessidade de pagar as contas, tampouco ir ao supermercado. As empregadas da casa fossem sempre sorridentes e as melhores amigas das patroas. Todos fossem magros e belos, apesar da mesa do café da manhã sempre repleta de bolos, geléias, pães e queijos. Os políticos fossem honestos e amigos do povo. Os amores impossíveis sempre vencessem os obstáculos. E o vilão, no final das contas, sempre morresse, “apodrecesse” na cadeia ou enlouquecesse…

Que bom seria se as coisas fossem assim. Nós, durante meses, mergulhamos nesse contexto fictício. Não dispensamos a telenovela, de preferência das 20h, que agora está às 21h. As novelas são os desenhos animados de gente grande e os personagens são aqueles que gostaríamos de ser ou alguém que desprezamos e que se enquadra no perfil do ator ou atriz que interpreta.
Quem de nós não teve atitudes corajosas como as de “Juvenal Antena”? Não conhece alguém que seja crápula como o “Ferraço” ou como a “Bia Falcão”? Alguém simplório, mas inteligente como o “Sassá Mutema”? Ou avarento como o “Nono Correia”? E quem de nós, não sentiu compaixão das “Helenas”, as eternas sofredoras e heroínas das novelas do Manoel Carlos?
As novelas são o nosso principal produto de exportação e que bom que os “gringos” se rendam ao talento de nossos escritores e atores. No Brasil, nós ficávamos meses grudados na telinha para saber quem matou a Odete Roitman. Em “O Clone”, vibrávamos com o amor entre Jade e Lucas. E, mais recentemente, em “Belíssima”, torcíamos para que o Antenor Cavalcante se arrependesse de todos os males feitos. Afinal, o Tony Ramos é o nosso eterno bom moço…
É… muitos têm duas caras, cometem os sete pecados e, ainda, querem ser celebridades, desde que não sejamos a próxima vitima. Certo é que nas novelas pegamos carona e sentamos à mesa com os personagens. Almoçamos em restaurantes sofisticados. As mulheres tentam imitar os penteados, maquiagem e roupas das atrizes. Os cirurgiões plásticos e as academias nunca foram tão lembrados. E as vovós adoram ser comparadas a Tônia Carreiro, Yoná Magalhães ou Susana Vieira.

Os mais exigentes sonham com a casa do rico da novela, pois tomamos banho de piscina em nossa imaginação. E como seria bom se tivéssemos um motorista particular e uma governanta que tomasse conta de tudo. Mas, também queríamos ter a alegria do pobre da novela, sempre contente e de bem com a vida, cheia de amigos e tomando o seu chopinho no final do dia.
Precisamos um tanto quanto do sonho. Do mundo hipotético e utópico. De um lugar onde não se precise cortar cebola ou passar roupas. De um tempo em que as necessidades são providas sem precisar do trabalho. De um lugar onde as pessoas sejam simplesmente boas ou más e que não houvesse dúvidas ou meio-termo. E que bom seria se todos, ao final das contas, pagassem por seus atos e fossem recompensados por suas boas ações.
Enquanto isso vamos esperar a chegada da noite para entrarmos no mundo da ficção e do sonho. Vamos torcer para que o rico viaje bastante para o exterior, pois assim conheceremos um pouco da Europa. No avião, viajaremos de primeira classe e tomaremos champagne francesa. E é claro, faremos muitas compras com cartão de crédito ilimitado. Tiraremos muitas fotos. Desfrutaremos ao máximo do hotel cinco estrelas e do modelito Armani que estamos vestindo e que, de bom grado emprestamos ao nosso querido personagem. Ah… as novelas!

She Wants Revenge

4 de junho de 2010

Publicado em 22.05.2010
Blog: Orelha Fina -- Fuja das grosserias musicais
Categorias: Indicação, Rock’n Roll


Por Matheus Colen

Eis um post rápido, porém de grande valia. Muitas vezes eu fico de saco cheio das coisas que estou ouvindo e caio numa busca por novidades. Dessa vez eu pesquei a dica pelo Twitter da Pitty: @pittyleone ! O Twitter é realmente uma grande ferramenta. Numa das twittadas da roqueira baiana vi que ela havia comprado um novo disco de uma banda chamada ‘She Wants Revenge’. Achei o nome interessante e fui procurar o som. O duo americano é composto por Adam 12 e Justin Warfield e foi formado em 2005. O primeiro CD veio em 2006 e a faixa abaixo faz parte desse álbum. Muitíssimo interessante! Procurem esse som, vale a pena!

Ah! Por falar em Twitter, sigam o @orelhafina !!

Kaya Project – Uma viagem eletrônica

4 de junho de 2010

Publicado em 03.05.2010
Blog: Orelha Fina – Fuja das grosserias musicais
Categoria: Música Eletrônica

Por Matheus Colen

00-kaya_project_-_walking_through-2004-mycel

Já estava mais do que na hora de creditar algum espaço aqui no Orelha Fina aos sons eletrônicos. Ao contrário do que muita gente pensa, a música eletrônica não é só ‘tum-tum-tum’ - também conhecido por ‘bate estaca’. Existe uma variedade imensa de estilos e sub-gêneros, que assimilam de modo muito particular diversas referências de gêneros musicais tradicionais. Cada vertente da música eletrônica tem sua própria característica e algumas se sobressaem sobre as outras no quesito popularidade.

Nos anos 80 vivemos a explosão da Dance Music, que algum tempo depois evoluiu para a House Music. São estilos do eletrônico que tem sua origem ligada às madrugadas frenéticas de Pubs e casas noturnas das grandes metrópoles. Feito para dançar, extremamente comercial e consequentemente mais popular. Por não gostarem desse estilo, e de outros similares, alguns tendem a achar que musica eletrônica é tudo igual e tudo ruim. Pois bem, não é verdade! Cito como exemplo o trabalho de um músico chamado Seb Taylor e sua parceira Natasha Chamberlain, fundadores do ‘Kaya Project’.

gravacao indiano - seb taylo postSeb gravou seu primeiro trabalho em 1995. Dois anos depois ele assinou seu primeiro contrato com um selo de música eletrônica e integrou dois grandes projetos: Shakta (o álbum Feed The Flame é ótimo!) e Digitalis, ambos de Psytrance. A partir daí, Seb tocou em festas ao redor do mundo e conheceu diversas sonoridades diferentes. Cada país lhe oferecia uma gama única de sons e ritmos. Em Israel, Taylor se juntou com o produtor Momi Ochion, formando o projeto ‘Angels Tears’ (Downtempo – Chill Out). Ao lado de Momi, Seb começou a gravar diversos artistas do Oriente Médio e misturou essas influências à sonoridade eletrônica de uma maneira bastante interessante. A dupla teve faixas selecionadas para uma importante coletânea de Lounge chamada ‘Budda Bar’. e também marcou presença na trilha sonora do seriado ‘Sex and The City’, da HBO.

seb taylor e natashaDurante uma turnê no México, Seb Taylor gravou vocais de Irina Mikhailova, fornecendo material para a primeira faixa do Kaya Project. Natasha acompanha o trabalho de Seb como vocalista, arranjadora e dj. O primeiro álbum do Kaya Project se chama ‘Walking Trough’ e mistura esses diversos elementos musicais étnicos com música eletrônica num estilo mais lento, próximo do Lounge. Vale muito a pena conhecer esse trabalho e perder o preconceito de que música eletrônica é feita somente pra molecada pular nas pistas!

Abaixo o link do MySpace do cabra, pra vocês curtirem um pouco do som.

http://www.myspace.com/sebastiantaylor

Dez videoclipes arrasadores! (segundo Arlindo Machado)

4 de junho de 2010

Postado em 10.05.2010
Blog: Pupilando -- Audiovisual
Categoria: Diversos

Por Matheus Colen

No início desse ano, iniciei um curso de pós-graduação e um dos livros que nos foi solicitada a leitura imediata se chama ‘A Televisão Levada a Sério’ do Arlindo Machado (Editora Senac -- 5ª edição). O livro é bastante bacana, mas não vou falar muito sobre ele, afinal de contas não estamos no Labiar. No livro ele faz diversas indicações sobre trabalhos audiovisuais que devem servir como referência de qualidade. Um dos capítulos é dedicado ao videoclipe, e Arlindo faz uma lista das 10 obras mais importantes desse gênero.Percebam que não é um Top 10 das paradas. O que vale aqui é a contribuição da obra para a formação e evolução da estética do videoclipe.

Desfrutem!!

1 -Drive (R.E.M)

2 -- Come to Daddy (Aphex Twin)

3 -- Mondo Video (Kevin Godley e Lol Creme)

Parte 1

Parte 2

Parte 3

4 -- People Of The Sun (Rage Against The Machine)

5 -- O Superman (Laurie Anderson)

6 -- C’est comme ça (Rita Mitsouko)

7 -- Fire on Babylon (Sinéad O’Connor)

8 -- O Silêncio (Arnaldo Antunes)

9 -- Kuroi Junin no Onna (Pizzicato Five) -- não encontrei o vídeo

10 -- Ashes to Ashes (David Bowie)